Quem Somos
O Circo Crescer e Viver é um espaço de criação, produção e difusão das artes circenses, formação artística, educação não formal e desenvolvimento social e territorial, instalado desde 2004 na Cidade Nova, região central do Rio de Janeiro.
Nossa história começou em 2000, em São Gonçalo, com uma experiência de Circo Social voltada à promoção dos direitos de crianças e adolescentes. O que nasceu como uma iniciativa de educação pela arte se transformou, ao longo de mais de duas décadas, em uma instituição cultural dedicada à formação de pessoas e artistas, à pesquisa e criação de espetáculos, à produção de conhecimento e ao desenvolvimento das artes circenses brasileiras.
Sob nossa lona, a tradição circense encontra a experimentação contemporânea. Reunimos artistas, educadores, estudantes, pesquisadores e públicos em um ambiente onde aprender, criar, produzir e compartilhar conhecimentos são dimensões complementares de uma mesma experiência cultural.
Nossa presença na região histórica da Praça Onze expressa também um compromisso com o território. Articulamos cultura, memória, participação social e cooperação entre diferentes agentes para fortalecer a vida comunitária e contribuir para o desenvolvimento cultural e social da cidade.
Acreditamos no circo como linguagem artística, patrimônio cultural vivo e campo de conhecimento. Um universo de possibilidades em que o rigor técnico convive com a imaginação, a diversidade encontra espaço para se expressar e a criação artística afirma seu valor, sua liberdade e sua capacidade de ampliar horizontes individuais e coletivos.
Uma história de encontro e reinvenção
A história do Circo Crescer e Viver começou em 2000, em São Gonçalo, inspirada pelo enredo Um Sonho Possível. Crescer e Viver Agora é Lei, apresentado pela escola de samba Unidos do Porto da Pedra. Nascia ali uma experiência de Circo Social que encontrou nas artes circenses uma linguagem para promover direitos, ampliar oportunidades e estimular o desenvolvimento artístico e cultural de crianças e adolescentes.
Em 2003, a experiência ganhou estrutura institucional com a constituição do Programa Social Crescer e Viver. No ano seguinte, a iniciativa chegou à Cidade Nova, na região central do Rio de Janeiro, onde instalou uma estrutura circense permanente e iniciou uma nova etapa de sua trajetória.
A presença na Cidade Nova permitiu ampliar progressivamente os horizontes da instituição. À formação de crianças e adolescentes somaram-se programas de aperfeiçoamento profissional, criação e produção de espetáculos, pesquisa artística, festivais e intercâmbios. Com o Circo Volante, nossa lona itinerante, ampliamos essa atuação para outros municípios, levando espetáculos e experiências circenses a novos públicos e territórios.
Entre 2007 e 2019, consolidamos um repertório de dez criações autorais, desenvolvendo uma pesquisa continuada sobre dramaturgia circense e suas relações com a música, a literatura, a memória urbana e a cultura popular brasileira. A concepção e realização das cinco primeiras edições do Festival Internacional de Circo do Rio de Janeiro ampliaram nossa contribuição para a circulação artística e o intercâmbio entre companhias de diferentes países.
Nossa trajetória também foi marcada por desafios que exigiram novas formas de atuação. Durante a pandemia de Covid-19, mobilizamos nossa estrutura e nossas redes para desenvolver ações humanitárias junto às comunidades da Cidade Nova, do Estácio e de seu entorno. Em 2025, após um evento climático extremo comprometer a lona e interromper temporariamente o funcionamento do espaço, iniciamos um processo de reconstrução e requalificação que culminou na reinauguração do Circo, em março de 2026.
Mais de duas décadas depois de sua implantação na Cidade Nova, o Circo Crescer e Viver segue se reinventando. Preservamos o Circo Social como parte fundamental de nossa origem e reafirmamos nosso compromisso com a criação artística, a formação, a produção de conhecimento, a democratização do acesso à cultura e o fortalecimento das artes circenses brasileiras.
Nossa trajetória
A história do Circo Crescer e Viver tem origem em São Gonçalo, inspirada pelo enredo Um Sonho Possível. Crescer e Viver Agora é Lei, apresentado pela escola de samba Unidos do Porto da Pedra no Carnaval de 2000. Nascia uma experiência de Circo Social dedicada à promoção dos direitos de crianças e adolescentes, que encontrou nas artes circenses uma linguagem capaz de articular educação, cultura, expressão artística e cidadania.
A experiência desenvolvida em São Gonçalo ganha estrutura organizacional com a criação do Programa Social Crescer e Viver. A formalização estabelece as bases para a continuidade e ampliação das atividades, permitindo a construção de novas parcerias e a expansão da iniciativa para a cidade do Rio de Janeiro.
O Circo Crescer e Viver instala sua estrutura permanente na Cidade Nova, região central do Rio de Janeiro, consolidando o Circo Social como programa continuado de formação artística e educação não formal para crianças e adolescentes. A implantação do equipamento cultural amplia as possibilidades de aprendizagem, criação e convivência comunitária, estabelecendo uma relação duradoura com o território da Praça Onze. Desde então, o Circo Social permanece como atividade ininterrupta e fundamento da proposta político-pedagógica da instituição, mesmo com a expansão de suas frentes de atuação artística, cultural e territorial.
Com a estreia de Vida de Artista, o Circo Crescer e Viver inaugura um ciclo continuado de produção de espetáculos autorais. A criação artística passa a ocupar um lugar estruturante na instituição, impulsionando a pesquisa de linguagem, a formação de artistas e a construção de um repertório próprio. Esse movimento amplia a atuação do Crescer e Viver para além de sua experiência fundadora no Circo Social.
Ao longo de mais de uma década, o Circo desenvolve um repertório de criações e experiências artísticas que aprofundam sua investigação sobre dramaturgia circense. Os espetáculos estabelecem diálogos com a música, a literatura, a memória urbana, a cultura popular brasileira e diferentes matrizes estéticas. Esse percurso inclui a constituição da Companhia Artística Profissional, em 2016, e a realização de processos de criação colaborativa e intercâmbio internacional, consolidando a produção artística como uma dimensão permanente da instituição.
Com a implantação do Projeto de Formação do Artista de Circo (PROFAC), o Circo Crescer e Viver amplia sua atuação educativa e artística, estruturando um percurso formativo destinado a jovens e adultos interessados na profissionalização nas artes circenses. O programa articula aperfeiçoamento técnico, pesquisa de linguagem, criação artística e desenvolvimento profissional, contribuindo para a formação de novas gerações de artistas e sua inserção no campo cultural. Complementar ao Circo Social, o PROFAC consolida uma nova dimensão da proposta pedagógica da instituição, integrando formação, experimentação artística e preparação para o exercício profissional.
Por meio de diferentes ciclos de circulação, o Circo Volante leva as artes circenses a municípios do Estado do Rio de Janeiro, utilizando uma lona itinerante para acolher espetáculos de companhias e artistas brasileiros. Inspirada na tradição dos circos viajantes, a iniciativa promove temporadas com ingressos populares e distribuição gratuita para escolas públicas e organizações sociais. O projeto amplia as oportunidades de circulação artística, formação de públicos e acesso à cultura, estendendo a atuação do Crescer e Viver para além de sua sede na Cidade Nova.
O Circo Crescer e Viver concebe e realiza as cinco primeiras edições do Festival Internacional de Circo do Rio de Janeiro, em 2012, 2014, 2015, 2016 e 2018. A iniciativa reúne artistas e companhias nacionais e internacionais, ocupa equipamentos culturais e espaços públicos da cidade e promove o intercâmbio entre diferentes tradições e linguagens circenses. O Festival amplia as oportunidades de circulação artística, contribui para a formação de públicos e consolida uma importante contribuição institucional para o desenvolvimento das artes circenses brasileiras.
A constituição da Companhia Artística Profissional do Circo Crescer e Viver representa uma nova etapa de amadurecimento institucional. Com a criação do espetáculo Rastros, a instituição fortalece sua capacidade de desenvolver processos continuados de pesquisa, criação e produção artística, articulando qualificação profissional, experimentação estética e construção de repertório. A Companhia consolida um ambiente dedicado à investigação da linguagem circense e ao desenvolvimento de artistas profissionais.
Durante a pandemia de Covid-19, o Circo Crescer e Viver mobilizou sua estrutura, equipe e redes de colaboração para desenvolver uma ampla ação humanitária nas comunidades da Cidade Nova, do Estácio e de seu entorno. A iniciativa assegurou a distribuição de cartões pré-pagos, com créditos renovados mensalmente, para 3.000 famílias em situação de vulnerabilidade social, contribuindo para sua segurança alimentar e autonomia na aquisição de produtos essenciais. Paralelamente, foram realizadas ações de acompanhamento familiar e distribuição de insumos de proteção e higiene. A mobilização reafirmou o compromisso do Crescer e Viver com o território e sua capacidade de articular recursos e parcerias para responder a situações de emergência social.
Após a fase mais aguda da pandemia, o Circo inicia um processo de recomposição de suas atividades e capacidades institucionais. O período é marcado pela retomada gradual da programação artística, dos processos formativos e das iniciativas de difusão cultural, acompanhada pela reorganização administrativa e financeira. A instituição concentra esforços na preservação de suas atividades permanentes e na reconstrução das condições necessárias para novos ciclos de criação e desenvolvimento cultural.
Em março de 2025, um evento climático extremo, marcado por chuvas intensas e fortes rajadas de vento, compromete severamente a estrutura da lona do Circo Crescer e Viver, tornando inviável sua utilização e interrompendo temporariamente as atividades no equipamento cultural. Diante do desafio, a instituição mobiliza recursos, parceiros e equipes técnicas para desenvolver um processo de reconstrução que ultrapassa a substituição da cobertura, incorporando melhorias de infraestrutura, segurança e funcionalidade.
Em março de 2026, o Circo Crescer e Viver é reinaugurado após um amplo processo de reconstrução e requalificação de sua infraestrutura. A reabertura marca o início de uma nova etapa institucional, com melhores condições para acolher atividades formativas, espetáculos, processos de criação, intercâmbios e iniciativas culturais. Mais do que recuperar um espaço físico, a reinauguração reafirma a continuidade de uma trajetória dedicada às artes circenses e amplia as possibilidades de atuação do Crescer e Viver na vida cultural do Rio de Janeiro.